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Imóveis usados na Capital valorizaram 9,7% em 2013

Depois da elevação dos preços dos imóveis na planta, agora é a vez dos usados iniciarem uma escalada de valorização em Belo Horizonte. No acumulado de 2013, entre janeiro e dezembro, a alta alcançada foi de 9,7%. No exercício anterior, havia sido de 9,4%, segundo o Índice FipeZap, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), divulgado ontem.

No fechamento de 2013, o preço médio do metro quadrado na capital mineira ficou em R$ 5.426. O valor é o sexto maior, dentre 16 localidades avaliadas. Valores mais Àsalgados" foram encontrados: no Rio de Janeiro (R$ 9.937); Brasília (R$ 8.670); São Paulo (R$ 7.815); Niterói (R$ 7.088) e Recife (R$ 5.426). A média nacional apurada também supera o valor belo-horizontino, ao fechar em R$ 7.303 o metro quadrado.

No mês de dezembro, os imóveis em Belo Horizonte ficaram praticamente estáveis, com uma valorização de apenas 0,4%. Em novembro, o percentual havia sido de 2,2%.

Para o presidente da Câmara da Indústria da Construção da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Teodomiro Diniz Camargos, o que está acontecendo no mercado de imóveis usados na capital mineira é uma correção da defasagem de preços acumulada nos últimos anos. "Os imóveis novos vêm passando por elevações desde que ocorreu o boom de vendas, em 2009. Mas os usados não puderam acompanhar a mesma tendência", afirma.

E a maior dificuldade para se elevar os preços dos imóveis usados é o fato de a demanda ter crescido mais para aquisição daqueles ainda em planta. Isso porque o governo iniciou os estímulos às vendas de apartamentos novos, com a primeira redução de juros para a aquisição de empreendimentos com esse perfil. A ideia, em um primeiro momento, era aquecer a economia em um período em que o mundo entrava em uma crise econômica.

Dessa forma, foram lançados muitos imóveis e a demanda pelos usados foi prejudicada. Porém, agora que os preços das unidades em planta estão em patamares mais elevados, as pessoas passaram a voltar os olhos para aqueles apartamentos mais antigos. E demanda em alta, significa preços em escalada crescente.

Além disso, os imóveis usados estão localizados em regiões mais centrais, onde não há disponibilidade de terrenos para o lançamento de novas unidades. "Temos que levar em conta a grande dificuldade de mobilidade urbana. Muitas pessoas estão optando por comprar um imóvel usado simplesmente para aproveitarem as melhores localizações", explica Camargos.



Inflação - Apesar de considerar 9,7% uma alta considerável acumulada no ano, o coordenador da pesquisa FipeZap, Eduardo Zylberstajn, pondera que poderia ter sido pior. "A alta tem que ser relativizada em uma época em que a inflação subiu muito e os preços em outras regiões também", afirma.

O pesquisador se refere a crescimentos exorbitantes como o de 37,3% registrado em Curitiba. Em Florianópolis a elevação foi de 17,9%. Em São Paulo, foi de 13,9% e no Rio de Janeiro, de 15,2%. "Temos que pensar que em muitas capitais os salários ainda estão em alta o que faz com que os preços dos imóveis subam. Mas em Belo Horizonte, sabemos que a remuneração está em estabilidade. Talvez, por isso, o preço dos imóveis não tenha subido tanto quanto em alguns locais", afirma.

Publicado em:

Diário do Comércio - ECONOMIA
07/01/2014
Texto: Tatiana Lagôa  





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