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Mercado imobiliário otimista quanto ao desempenho do setor

Apesar das previsões pouco otimistas para o desempenho da economia em 2014 - já se fala em um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) inferior a 2% -, o mercado imobiliário mineiro prevê resultados positivos com desempenho acima do país. Para representantes de entidades ligadas ao setor ouvidos pela reportagem, embora menor que nos últimos anos, há fôlego para expansão.

O presidente da Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG), Evandro Negrão de Lima Júnior, disse que é provável que o setor avance acima da inflação, já que ainda vive um ciclo positivo.

"Os números do emprego, financiamento imobiliário e demanda nos propiciam acreditar nesse bom momento.  claro que será um ano de crescimento mais tímido, mas ficaremos acima da inflação", afirmou.

Na opinião dele, é normal que o ritmo de crescimento diminua, já que o mercado imobiliário vinha apresentando resultados recordes nos últimos anos, com crescimento médio de 20% a 30% ao ano até 2011. " uma acomodação natural, mas isso não quer dizer que haverá queda nos preços", disse.

Para o dirigente, somente a expectativa da realização de uma Copa do Mundo no país, por si só, já está movimentando a economia e continuará assim ao longo do ano. "O evento é positivo, obras importantes vêm sendo feitas. Além disso, a Copa do Mundo atrai pessoas com dinheiro e no geral isso é sempre bom", ressaltou.


Expansão - Nem mesmo o resultado apresentado pela indústria da construção civil em Minas em 2013, que fechou o ano com um crescimento de 2% sobre 2012 - índice bem menor do que a previsão feita no começo deste exercício, que variava de 3,5% a 4% -, desanima o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), Luiz Fernando Pires.




Segundo ele, o mercado imobiliário mineiro vai continuar crescendo porque ainda há uma carência grande a ser suprida. "As demandas existem e o Brasil vai continuar crescendo, por isso tem espaço para avanço no setor", explicou. Mas o dirigente também ressaltou que isso não ocorrerá no ritmo acelerado que vinha acontecendo anteriormente.

Outro bom sinal, de acordo com Pires, é o fato de que há bastante espaço para ampliação do financiamento imobiliário brasileiro. "Hoje, está em 8% do PIB, há países que chega a 100%. Podemos avançar muito, já que o brasileiro no geral busca financiamento para a compra da primeira moradia, não há foco na especulação", ressaltou.

Já o presidente do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis de Minas Gerais (Creci-MG), Paulo Tavares, para 2014 o mercado imobiliário deverá continuar o processo de estabilização que começou desde o ano passado. "Isso não quer dizer que haverá estagnação ou queda nos preços, pelo contrário, vai haver uma aumento, só que menor. Todos os componentes da cadeia, desde os terrenos negociados, a mão de obra e os custos de materiais, nenhum deles vai ter redução de preço. Então, os imóveis também não", afirmou.

Publicado em:
Diário do Comércio - Caderno Economia
09/01/2014
texto: Luciane Lisboa




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