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Mercado admite momento de estabilidade

Fonte: Jornal Diário do Comércio/Economia

Texto: Luciane Lisboa 
 
Diferente do que vinha ocorrendo até 2011, quando o boom de vendas no setor imobiliário levou à valorizações recordes de apartamentos na Capital e Região Metropolitana de Belo Horizonte, hoje a realidade é bem menos "cor-de-rosa" para o segmento. Embora não haja previsão de retração e nem queda nos negócios, o mercado passa por uma fase de relativa estabilidade nos preços, com aumento dos estoques e queda nos lançamentos.

O que aponta uma pesquisa inédita realizada pela Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi) em parceria com a Geoimovel e divulgada ontem.

De acordo com o levantamento, em 2013 houve queda de um terço no número de lançamentos imobiliários em relação a 2011 e, desde 2010, há mais lançamentos que vendas por ano, fazendo o estoque aumentar gradativamente.

Dos 2.933 apartamentos lançados pelas construtoras e incorporadoras em Belo Horizonte no ano passado, 1.624 (55%) foram vendidos e as construtoras mantiveram 1.309 (45%) em estoque. De 2010 até 2013, a pesquisa mostrou que das 27.087 unidades residenciais e comerciais lançadas na capital, 4.353 ainda não foram comercializadas.

"Nós tivemos um boom imobiliário que veio de 2007 até 2009, quando houve uma pequena crise, aí em 2010 e 2011 voltou a aquecer e a partir de 2012 foi abaixando. O mercado está bom, o que houve foi uma acomodação normal. Não vai haver euforia o tempo todo", afirmou a arquiteta Cláudia Bocchile, uma das responsáveis pelo estudo.

Conforme já havia noticiado o DIÁRIO DO COMÉRCIO, a pesquisa também mostrou que está havendo uma migração das incorporadoras de Belo Horizonte para RMBH. "Nos últimos anos houve uma forte tendência de migração das incorporadoras para Nova Lima. Agora, os olhos das empresas que atuam na Capital estão se voltando mais para Betim e Contagem", relatou.

Os principais motivos, segundo Cláudia, são as dificuldades encontradas para aquisição de terrenos, e a burocracia imposta pela administração municipal para aprovação dos empreendimentos. "São problemas em relação Plano Diretor da cidade e também em relação ao coeficiente de aproveitamento", explicou.

O Valor Geral de Vendas (VGV) caiu de R$ 4,935 bilhões em 2011 para metade desses valores em 2013 (R$ 2,5 bilhões). "O resultado equivale a quase o total lançado em 2012. Por isso os lançamentos caíram no ano passado. Muitas empresas preferiram não lançar para trabalhar esses estoques."


Preços - A pesquisa também aponta para uma maior estabilidade dos preços dos imóveis ofertados a partir deste ano. "Embora muita gente aposte em queda nos preços, isso não vai ocorrer. As incorporadoras não estão interessadas em queimar as unidades em estoque. Os consumidores podem até tentar uma negociação, mas as construtoras não vão aceitar queda nos preços, pois estão com boa saúde financeira", explicou.

De acordo com o presidente da CMI/Secovi, Evandro Negrão de Lima Júnior, o preço atual de venda dos imóveis está sustentável. "O boom passou e a gente já consegue enxergar uma sustentabilidade de preços. O mercado está encontrando um equilíbrio entre a oferta e a demanda. O pilar principal que é o preço está estabilizando e crescendo um pouco mais que a inflação. E a tendência é essa", afirmou. 
http://www.diariodocomercio.com.br/noticia.php?id=130051
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