O conteúdo desta página requer uma versão mais recente do Adobe Flash Player.

Obter Adobe Flash player

Preço de imóveis novos subiu o mesmo que a inflação em 2013

Publicado em: Hoje em Dia
12/02/2014 07:31 - Atualizado em 12/02/2014 07:31
texto: Janaína Oliveira
Foto: Ricardo Bastos/Hoje em Dia
Link da página.



Pela primeira vez em nove anos, os preços dos imóveis residenciais novos em Belo Horizonte voltaram a variar no mesmo patamar da inflação. Em 2013, na comparação com 2012, os apartamentos construídos na capital ficaram mais caros, em média, 6,32%, praticamente empatando com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 6,14%, apurado no período. 
 
Apesar do refresco para quem sonha com a casa própria, no acumulado de 2004 até o ano passado a escalada dos valores chega a 208,9%, bem acima dos 71,96% somados pelo dragão. 
 
Assim como o ciclo de disparada parece ter chegado ao fim – só entre 2008 e 2012, os valores subiram mais de 100%, as vendas também perderam fôlego. A venda de imóveis novos despencou 10% na cidade em 2013. Com menos gente comprando, a quantidade de imóveis em estoque cresceu 31,5% em 2013.
 
Os dados fazem parte da pesquisa realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead/UFMG), com a colaboração do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Minas Gerais (Sinduscon-MG) e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG). O levantamento considera apenas imóveis novos em Belo Horizonte e utiliza uma amostra das principais construtoras e incorporadoras que atuam na capital. 
 
Ambiente
 
Para o vice-presidente da CMI/Secovi, Fernando Júnior, os dados da pesquisa mostram um novo ambiente no mercado imobiliário de Belo Horizonte. Se nos últimos anos a subida dos preços era comum, atualmente a tônica é de acomodação. 
 
“A partir de 2013, chegamos a um limite. Assim como no ano passado, a tendência para 2014 é que os preços acompanhem a inflação, numa espécie de empate técnico”, diz. Segundo Fernando Júnior, a mesma lógica vale para imóveis usados ou disponíveis para locação. 
 
O consumidor que aproveitar o momento para conseguir as chaves do apartamento novo também irá encontrar mais opções para escolha. O ano terminou com 2.268 unidades novinhas em folha à espera de comprador. “Isso dá mais tranquilidade ao cliente”, afirma Fernando Júnior. 
 
O Buritis, na região Oeste, é o bairro onde há mais unidades encalhadas (372 imóveis, ou 16% do total).ogo em seguida aparecem Antônio de Abreu e Santa Amélia. 
 
Construtoras defendem que não existe espaço para barateamento
 
Apesar do encalhe dos lançamentos, as construtoras não estão dispostas a baixar preços. 
 
“É natural que com mais oferta o cliente ganhe espaço para barganhar. Mas o setor sofre pressão de custos. Mão de obra, material, terreno, tudo isso pesa no valor final. Sem falar que o mineiro é exigente, quer morar em prédio revestido de granito”, diz o vice-presidente da CMI/Secovi-MG, Fernando Júnior. 
 
Os especialistas também repudiam a hipótese de que exista uma bolha no mercado imobiliário prestes a explorir. “Não há componente especulativo, que é indispensável para a formação de bolha. Além disso, a demanda pelo primeiro imóvel ainda é enorme no Brasil”, defende o economista e coordenador sindical do Sinduscon-MG, Daniel Furletti. 
 
“Isso é coisa de alarmista. O grande número de oferta não vai baixar o preço”, corrobora Fernando Júnior. 
 
Segundo Furletti, o crédito para financiamento imobiliário responde por apenas 7% do PIB no Brasil. Nos Estados Unidos, por exemplo, o número é quase 10 vezes maior. “O que está acontecendo é uma adaptação à nova realidade do mercado”, diz. 
 
Ainda assim, em um momento em que há mais oferta do que procura, o comprador fica em uma boa posição. “Estamos vivendo um novo patamar. As construtoras não deixarão os preços retrocederem, mas também não há espaço para aumentos”, analisa a coordenadora de Pesquisa e Desenvolvimento da Fundação Ipead, Thaize Martins Moreira. 
 
O mercado também está propício para quem procura um imóvel para alugar. De acordo com a pesquisa, a oferta de apartamentos residenciais para locação explodiu 51,64% nos últimos 12 meses. Com os estoques em alta, os preços deram uma trégua. De fevereiro de 2013 a janeiro de 2014, os aluguéis subiram, em média, 5,19%, menos que a inflação medida no período (5,40%).




Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Minas Gerais - Rua dos Carijós, 244 - 10º andar - Centro - CEP 30120-060 Belo Horizonte - Minas Gerais - Telefone: (31) 3271-6044 W3x