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Cuidado ao alugar a casa durante a realização da Copa do Mundo

Publicado em: Hoje em Dia
13/02/2014 07:47 - Atualizado em 13/02/2014 07:47
texto: Janaína Oliveira
Foto: Eugênio Moraes/Hoje em Dia
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Casa de três quartos com linda vista da cidade com diária de R$ 2,3 mil; um mês de locação de imóvel na região da Pampulha com direito a serviços de uma governanta por R$ 40 mil; apartamento vizinho ao estádio do Mineirão por R$ 25 mil para 30 dias. O serviço de aluguel por temporada, muito comum no exterior e capitais como Rio de Janeiro e São Paulo, começa a ganhar adeptos em Belo Horizonte. Com a proximidade da Copa do Mundo, já são muitos os moradores da capital que anunciam suas casas para faturar um dinheiro extra no período do maior torneio de futebol do planeta.

Apesar dos ganhos serem tentadores – os preços estão entre três a quatro vezes mais salgados que o normal –, a locação de um imóvel para a temporada requer cuidados. O negócio é rentável, mas há riscos. E antes de entregar a chave a um estranho, é preciso colocar em prática uma lista de medidas de precaução.

O mais recomendado é elaborar um contrato de locação por temporada, geralmente utilizado em aluguéis de imóveis na praia e que não podem ter vigência superior a 90 dias. Essa modalidade de aluguel é a única que permite que o locador receba antecipadamente a totalidade do valor mais encargos, como estimativa da conta de luz, água e gás.

“Em Belo Horizonte, é um negócio relativamente novo pra todo mundo. Quem aluga tem que se precaver”, diz o coordenador da Regional Pampulha da Rede Imvista Imóveis, José Cupertino, que hoje tem à disposição para temporada seis apartamentos, um sítio no Retiro do Chalé (R$ 55 mil mensais) e uma casa com piscina no bairro São Luiz (R$ 54 mil, por 30 dias).

Adiantamento

Cupertino, que já foi sondado por turistas argentinos e familiares de atletas hermanos, recomenda até uma consulta no consulado do país de origem de quem pretende alugar o imóvel durante a Copa. E o ideal é que o aluguel seja pago antes. “Normalmente, 50% do valor é pago na reserva e o restante no dia da entrada no imóvel”, diz.

Se a casa estiver mobiliada, um check list como todos os móveis, utensílios e objetos de valor deve ser elaborado e anexado ao contrato. Para dar mais segurança, aconselha-se fotografar tudo. A conselheira da Câmara de Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG), Adriana Magalhães, recomenda ainda a solicitação de um cheque caução para o turista caso haja alguma destruição de objetos durante a estadia. “Se na entrega do imóvel for detectada a necessidade de alguma reposição ou reparo, o correto é utilizar esse dinheiro. Usa-se uma parte e devolve-se o resto”, ensina.

O coordenador do Procon da Assembleia, Marcelo Barbosa, diz que é recomendável fazer um recibo que deixe claro o que diz o Código Civil: na desistência do inquilino, o sinal não será devolvido; e em caso de desistência do locador, será devolvido o sinal, mais uma quantia equivalente.

Proximidade do Mineirão eleva preços na região da Pampulha

Pela proximidade com o estádio do Mineirão, que irá receber jogos de Argentina, Inglaterra e Colômbia, entre outras seleções, a Pampulha é a região com mais oferta de imóveis para locação por temporada.agoa Santa e bairros do Vetor Norte também.

Hamilton Silva e a família já se preparam para a mudança temporária de endereço. Ele quer aproveitar a Copa para alugar a casa de 180 metros quadrados onde mora, nos arredores da Toca da Raposa II. Para deixar a morada de três quartos, com piscina e bela vista para a cidade, quer R$ 70 mil por mês. “A casa tem internet e três televisores. Se o cliente quiser, podemos ainda disponibilizar uma arrumadeira e um intérprete. Mas isso será cobrado à parte”, diz ele, que pretende usar o dinheiro ganho para ajudar a filha a montar uma clínica de veterinária.

Para quem reclama do preço, Hamilton explica que sobre o valor incide 27,5% de Imposto de Renda e 2% de ISS. “O sol da Copa tem que nascer pra todos”, brinca ele, que pediu guarida à mãe e ao filho durante os jogos.

Dulce Oliveira e a filha vão para o barracão dos fundos da casa com garagem para quatro carros, três quartos e a 10 minutos do Mineirão. O aluguel sai por R$ 30 mil, ou R$ 40 mil com serviços de uma governanta e meia-pensão, com comida mineira no cardápio. “Pesquisei e achei o preço justo. Com o dinheiro, vou pagar dívidas e comprar móveis novos”, diz.

O professor Nerci Antônio Barbosa também tem planos para a renda extra: investir na reforma da casa e trocar de moto. Ele cobra R$ 25 mil pelo aluguel do apartamento de dois quartos no bairro São Francisco.




Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Minas Gerais - Rua dos Carijós, 244 - 10º andar - Centro - CEP 30120-060 Belo Horizonte - Minas Gerais - Telefone: (31) 3271-6044 W3x