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Aluguel de casa para a Copa chega a R$ 50 mil por pessoa

O turista que virá a Belo Horizonte e pretende alugar uma casa pode preparar o bolso. Para se hospedar por um mês, o preço pode chegar a US$ 15 mil (cerca de R$ 50 mil) por pessoa, o que daria uma diária de cerca de R$ 1.700. Além da acomodação, o valor inclui café da manhã e almoço, traslados para o aeroporto e para o Mineirão e intérprete com fluência em inglês ou espanhol. O anúncio é de uma casa na Cidade Nova, e é apenas um exemplo do quanto a Copa do Mundo está inflacionando o mercado de locação na cidade.

“As pessoas querem ganhar em um mês o que iriam ganhar em um ano”, diz o coordenador da regional Pampulha da rede Imvista, José Cupertino. Na região, cerca de 15 imobiliárias do grupo estão convivendo com a subida dos preços para a época do Mundial de futebol. “Tem cliente com o imóvel parado esperando a Copa chegar. Apartamentos que eu alugaria, normalmente, por R$ 2.500 e as pessoas estão pedindo dez vezes mais”, afirma.

Falta parâmetro. Pouco acostumado a grandes eventos, especialmente os internacionais, o mercado de Belo Horizonte não tem base de comparação para fixar preços e dimensionar a oferta e a procura, diz o vice-presidente das administradoras de locação do CMI/Secovi, entidades que representam o setor imobiliário, Fernando Júnior. “É um evento que nunca aconteceu, não temos parâmetros. Talvez o que acontece no Rio de Janeiro, que tem Carnaval, tem o Rock’n’Rio, seja um referencial”, afirma.

O advogado Rodrigo Tomas Dias, por exemplo, usou a pesquisa na internet para fixar o preço do apartamento que pretende alugar para os turistas. Ele pede R$ 80 mil por um mês pelo espaço que tem dois quartos, 47 m² e pode receber seis pessoas (tem uma cama de casal e duas beliches). Em média, cada pessoa vai pagar R$ 445 por dia. “Eu fiz uma pesquisa e vi apartamentos por R$ 85 mil. Em São Paulo, vi até por R$ 120 mil. Então, coloquei esse preço. Mais perto, se não tiver alugado, posso negociar”, afirma.

A disposição para reduzir o valor deve ser uma tendência à medida que a Copa se aproxime, diz José Cupertino, da rede Imvista. Ele diz que será difícil alugar os imóveis pelos valores pedidos atualmente. “Eu acho que vai ter que baixar, terão que pedir um preço mais justos”, diz.

Cupertino afirma que a procura maior será por imóveis na região da Pampulha, mas Dias acredita que a localização do seu imóvel, na região Oeste da cidade e distante do Mineirão, não vai ser problema na hora de alugar. “Pelo Anel (Rodoviário), a pessoa leva 15 minutos até o Mineirão”, diz. O vice-presidente da CMI/Secovi, Fernando Júnior, diz que imóveis em toda a cidade podem ser alugados por turistas, mesmo estando longe do Mineirão. “O turista não vai querer só ir ao estádio, ele vai querer conhecer Belo Horizonte e as cidades vizinhas”, afirma.

Hotéis. Se casas e apartamentos estão caros, em hotéis o bolso do turista também não terá alívio. Pesquisa no site da Fifa indica que o hotel mais caro em Belo Horizonte, o San Francisco Flat, no Lourdes, cobra R$ 1.064 por dia para duas pessoas no período. O mais barato, o Ibis na praça da Liberdade, cobra R$ 283. 






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