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Região Oeste ganha status de maior polo imobiliário de BH

Publicado em: Hoje em Dia - ECONOMIA
Publicação: 18/03/2014
texto: Tatiana Moraes
Foto:Frederico Haikal/Hoje em Dia
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Nos últimos três anos, a região Oeste de Belo Horizonte, que concentra 67 bairros, se consolidou como a fronteira de desenvolvimento imobiliário residencial da cidade. Entre janeiro de 2011 e dezembro de 2013, segundo pesquisa elaborada pela Lopes, empresa nacional de consultoria imobiliária, a região recebeu R$ 896 milhões em investimentos de projetos residenciais.

No período, foram lançados 33 residenciais na região Oeste, totalizando 53 torres e 2.205 unidades habitacionais, quase o dobro do que foi oferecido na região Centro-Sul: 21 residenciais, que totalizaram 22 torres e 1.171 apartamentos.

De acordo com o diretor da Lopes em Minas, Fernando Antunes, o movimento é reflexo da escassez de terrenos nas regiões mais nobres da cidade, como Sul e Centro-Sul. Devido à falta de terra, os preços nessas áreas vão às alturas, chegando a R$ 12 mil por metro quadrado.

Como consequência, o valor final do imóvel é exorbitante, restringindo a venda e reduzindo a margem de lucro das construtoras. “Em contrapartida, as demais regiões têm mais espaço à disposição”, afirma.

Buritis sai na frente

É o caso do bairro Buritis, que tem atraído empreendimentos dos mais diferentes portes e segmentos. Entre 2011 e 2013, segundo a Lopes, o bairro recebeu 582 apartamentos, divididos em 22 torres, que formavam 16 empreendimentos. Esse conjunto de obras exigiu investimentos de R$ 268 milhões.

O fenômeno, segundo o conselheiro da Câmara do Mercado Imobiliário (CMI), Ariano Cavalcanti de Paula, é contagioso. “Começa no Buritis, mas afeta todos os bairros ao redor”, diz.

A afirmação de Cavalcanti é confirmada com uma simples volta na região. As dezenas de lotes vagos que ficavam na fronteira entre o Buritis e os bairros Palmeiras e Betânia, por exemplo, deram lugar a um grande número de canteiros de obras. “As construtoras sabem que a demanda é alta e que o retorno é certo”, afirma Cavalcanti.

A localização da região Oeste também foi destacada por ele. “Várias vias ligam a região a pontos estratégicos da cidade”, comenta. Outro ponto citado pelo conselheiro da CMI é a facilidade de comprar os terrenos. “Os bairros da região Leste são formados por famílias mais antigas. Comprar terrenos e casas lá é mais difícil”, diz.

Valorização se espalha pelos bairros vizinhos

O fenômeno começou no Buritis, mas já atingiu os bairros vizinhos. Famosa pelos empreendimentos luxuosos instalados nos bairros mais nobres da cidade, a construtora Concreto rendeu-se à região Oeste e lançou, no bairro Betânia, o Central Park Shopping e Residence. Para isso, a construtora criou uma nova marca, a Vida.

São 488 unidades, divididas em três torres, dotadas de salão de festas próprio, vagas demarcadas e lazer completo. No térreo do empreendimento funcionará um shopping com 60 lojas. “Estamos negociando com grandes marcas”, diz o gerente de Marketing da construtora, João Augusto Reis. O Valor Geral de Vendas (VGV) do empreendimento gira em torno de R$ 40 milhões.

O primeiro atrativo da região, segundo Reis, foi o terreno de 24 mil metros quadrados. O segundo, a localização. “Estamos perto da Tereza Cristina e do Anel Rodoviário”, diz.

O grupo Marfará Martins da Costa (MMC) também aposta na região para deslanchar projetos. Depois de investir cerca de R$ 30 milhões em empreendimentos no Grajaú e no Barroca, o grupo mira o Gutierrez. Nele, segundo o diretor do MMC, Igor Marfará, serão aportados R$ 60 milhões. 


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