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Consumidores querem imóveis com inovações tecnológicas

O consumidor brasileiro está disposto a pagar mais caro na aquisição de um imóvel que incorpore novas tecnologias, gerando economia na manutenção futura, segurança, conforto, sustentabilidade ambiental, dentre outros diferenciais. Por essa razão, os construtores estão começando a investir em inovação, com vistas a uma universalização dessas vantagens, hoje acessíveis apenas para clientes com maior poder aquisitivo.  o que mostra uma pesquisa divulgada pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic).

A câmara trabalha há quatro anos em um projeto de inovação tecnológica, que tem como objetivo apoiar as empresas do setor na mudança de métodos nas construções. Segundo o membro do comitê responsável pelo projeto, Maurício Linn Bianchi, em um primeiro momento, foram feitas pesquisas para descobrir como está o processo de inovação no setor no país.

A primeira conclusão em que chegaram foi que a construção civil não avança rápido rumo ao uso de novas tecnologias em decorrência de uma série de entraves. A falta de subsídios à pesquisa e inovação aliada ao alto custo de produção são algumas das justificativas. "Primeiro a construção se ocupou muito em atender à demanda reprimida por imóveis em um país com alto déficit habitacional. Porém, depois de passar pela fase de fazer volume, agora começa a pensar na demanda futura, que será mais exigente", afirma.

A pesquisa divulgada ontem pela Cbic é uma continuidade do projeto de inovação tecnológica. Nessa fase, o objetivo foi identificar qual é a visão dos consumidores quanto à inovação. "A gente queria saber quais as expectativas das pessoas quanto à tecnologia nas construções, pois precisamos estar alinhados às expectativas dos nossos clientes", afirma o presidente da Cbic, Paulo Safady Simão.

Ele explica que a maior parte dos entrevistados mostrou ter consciência de que vale a pena pagar um pouco a mais na compra de um imóvel se ele apresentar certos diferenciais. Segundo o levantamento, 81,9% dos consumidores têm uma visão positiva quanto às inovações tecnológicas em imóveis residenciais.

Os itens mais citados como relevantes nesse perfil de imóveis foram os que aumentam a economia futura e a segurança. Para 21,4% dos entrevistados a racionalização de energia é a principal questão a ser trabalhada. Para 12,7% é o alarme elétrico; enquanto outros 12,1% defendem itens que levam ao uso racional da água. O teto solar é esperado por 8,5% e o monitoramento por câmera, por 7,5%.

Outras vantagens menos difundidas nas construções atuais entraram na mesma lista como o conforto térmico (6%); acessibilidade (4,5%); isolamento acústico (4%); ventilação (3,1%); pintura antialérgica (2,6%) e automação de luzes e cortinas (0,3%).

A pesquisa mostrou também que quanto maior o poder aquisitivo, maior o acesso e a disposição em arcar com os custos da inovação tecnológica. Porém, segundo Simão, a ideia é universalizar as vantagens, incluindo os imóveis do programa Minha casa, minha vida, voltados para a baixa renda.


Desafio - Para o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Teodomiro Diniz, o grande desafio é fazer caber no bolso do consumidor as inovações.




"Estamos diante vários desafios técnicos que acabam onerando a construção. Por isso, a maior dificuldade é conseguir melhorias no processo em imóveis de todos os preços para atender a todas as camadas da sociedade", afirma.




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